Perdas com correção do FGTS pela TR geral prejuízo ao trabalhador

A Taxa Referencial (TR) é o índice usado para corrigir as contas do FGTS. Porém, desde 1999, o Governo federal não a aplica conforme os números da inflação anual. Com isso, os valores depositados vem ficando defasado.
Desta forma, a partir de 1999, a TR começou a ser reduzida, gradativamente, até que, em setembro de 2012, chegou a zero, sendo que o correto seria utilizar como índice de correção, o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) ou IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) . Ou seja, o dinheiro que está depositado no FGTS passou a ficar sem correção.
O erro na correção do FGTS chega, dependendo dos anos da conta, a 88,3%. (no caso dos aposentados).

Quem tem direito à revisão?
Todo trabalhador que tenha constado algum saldo na conta do FGTS entre 1999 e 2013, aposentado ou não.

Quais os valores a receber?
Os valores dependem de cada caso, de acordo com o período em que o trabalhador possuiu valores depositados no FGTS. Há casos em que a diferença da atualização chega a 88,3% do valor do fundo.

Existe a possibilidade de sacar o dinheiro?
O FGTS possui regras específicas para os saques.
Todavia, na linha de como aconteceu no acordo feito em 2001, (para pagamento da correção dos planos Collor 1 e Verão) é que só possam sacar os recursos os trabalhadores que já adquiriram esse direito, como os demitidos sem justa causa e os aposentados. Em outros casos, o êxito na demanda judicial significará o aumento do valor do fundo, para quando o trabalhador puder sacá-lo.

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